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Portal da Praia de Pipa - Tibau do Sul - Rio Grande do Norte - Brasil
Portal Praia de Pipa
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MEIO AMBIENTE |
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Pipa e o Meio Ambiente |
Meio ambiente é o conjunto de elementos e fatores físicos, químicos e biológicos, naturais e artificiais, necessários à sobrevivência das espécies.
A região de Pipa possui um meio ambiente formado por um conjunto de elementos produzidos pela própria natureza (suas falésias avermelhadas, suas praias de areias claras e piscinas naturais, sua vegetação natural de Mata Atlântica, suas lagoas, sua fauna e flora, seu relevo, seu clima etc.), pelos elementos produzidos pelos que aqui habitam, ou segunda natureza (as estradas, os campos cultivados, as habitações, as áreas de pasto), como também pelos elementos provenientes da exploração turística da região como, hotéis, pousadas, bares, restaurantes e casas noturnas.
Apesar de a presença de |
veranistas e turistas na Praia de Pipa representar um acontecimento relativamente recente, dado somente a partir da década de 70, as modificações que eles imprimiram e continuam a imprimir no povoado e seus arredores são enormes e abrangem praticamente toda a região. Mesmo os lugares que eventualmente não foram tocados ou aqueles que o foram apenas parcialmente, como o Santuário Ecológico de Pipa, não deixam de ser objeto de preocupação e de especulação econômica decorrente da exploração do espaço geográfico e da própria natureza do lugar.
Os exemplos de interferência do homem na natureza da região de Pipa são inúmeros e cada vez mais preocupantes: poluição das águas por falta de saneamento, destruição da vegetação nativa pela especulação imobiliária, |
desaparecimento de espécies da fauna etc. Felizmente, já existem diversos trabalhos de proteção e conscientização bem como
de pesquisas científicas que visam preservar essa natureza e disciplinar as pressões especulativas com o intuito de proteger os locais significativos da região.
Entretanto não podemos esqueçer que, apesar de todas as modificações feitas pelo homem, a região de Pipa e seus belíssimos componentes naturais continuam existindo, isso porque a região é na verdade uma paisagem heterogênea composta de elementos naturais e artificiais que cada vez mais atraem pessoas de todo o mundo em busca de desfrutar, de forma responsável e consciente, desse dessa região paradisíaca no litoral do Rio Grande do Norte. |
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Aspectos que compõem o meio ambiente de Pipa |
Flora
A região de Pipa faz parte de uma das cinco regiões fisiográficas classicamente reconhecidas na costa brasileira, definidas principalmente por elementos geológicos, oceanográficos e climáticos que recebe o nome de Litoral Nordestino ou de Barreiras, e tem como principais características a presença de depósitos sedimentares da Formação Barreiras, as falésias e arenitos de praia, os recifes de coral e extensas áreas com dunas de grande porte.
A região de Pipa também se caracteriza pela ocorrência de planícies formadas por sedimentos terciários e quaternários, depositados predominantemente em ambientes marinho, continental ou transicional; freqüentemente tais planícies estão associadas a desembocaduras de grandes rios e/ou reentrâncias na linha de costa, como a Lagoa de Guaraíras, e estão intercaladas por falésias e costões rochosos de idade pré-cambriana.
Estas feições são comumente denominadas na literatura como "planícies costeiras" ou "planícies litorâneas", e freqüentemente o termo "restinga", que tem significado bastante diverso, é associado ao tipo de vegetação que recobre estas planícies. |
Formações florestais
As formações florestais ocorrentes no litoral do Nordeste são bastante variáveis, tanto nos seus aspectos florísticos como estruturais, variações geralmente atribuídas às influências florísticas das formações vegetacionais adjacentes e às características do substrato, principalmente sua origem, composição e condições de drenagem. Até por volta do início da década de 90, a floresta que circundava as áreas de Pipa e Tibau do Sul formava uma faixa quase contínua. A formação florestal ocorrente na região de Pipa é a Floresta Subcadacifólia, que possui vegetação constituída por árvores sempre verdes, possuem grande número de folhas largas, troncos relativamente delgados, densa e o solo apresenta-se recoberto por uma camada de húmus. Até por volta do início da década de 90 esse tipo de floresta, que circundava as áreas de Pipa e Tibau do Sul, formava uma faixa quase contínua. Essa vegetação florestal se apresenta bastante descaracterizada em conformidade com o ambiente, em razão da perda da cobertura florestal natural, o que mostra maiores dimensões aos problemas da própria comunidade. Em locais situados próximos a praia erguem-se vegetações remanescentes da antiga floresta que costumava cobrir o litoral do Rio Grande do Norte numa faixa de mais ou menos 30 kilômetros de largura, desde a fronteira com a Paraíba até o cabo de São Roque. Em muitas áreas, a cobertura florestal primitiva foi reduzida a espaços remanescentes, sendo que grande parte da área encontra-se bastante perturbada pela retirada seletiva de madeiras para construção, pelas queimadas decorrentes da exploração da cultura da cana-de-açúcar, pelo desenvolvimento ubano, pela especulação imobiliária, entre outros. |
Síntese das principais formações vegetacionais
Os diferentes tipos de vegetação presentes na região de Pipa variam desde formações herbáceas, passando por formações arbustivas, abertas ou fechadas, chegando a florestas cujo dossel varia em altura, geralmente não ultrapassando os 20m. A periodicidade com que ocorrem as chuvas e consequente encharcamento do solo (geralmente de abril à julho) são decorrentes principalmente da topografia do terreno, da profundidade do lençol freático e da proximidade de corpos d’água (rios ou lagoas), produzindo em muitos casos um mosaico de formações com fisionomias variadas, o que até certo ponto justifica o nome de "complexo" que é empregado para designar as restingas.
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Formações arbustivas
As formações arbustivas, são seguramente os tipos vegetacionais que mais chamam a atenção na região de Pipa, tanto pelo seu aspecto peculiar, com fisionomia variando desde densos emaranhados de arbustos misturados a trepadeiras, bromélias terrícolas e cactáceas, até áreas onde o aspecto predominante da vegetação é de um conjunto de "moitas" de extensão, forma e altura variadas, intercaladas por áreas abertas onde podem ocorrer espécies herbáceas rizomatosas, eretas e cespitosas. E em muitos locais expõem diretamente a areia, principal constituinte do substrato nestas formações. As áreas abertas entre as moitas podem apresentar cobertura vegetal variada, constituída tanto por espécies herbáceas, como citado, como por "tapetes" mais ou menos extensos de musgos ou agrupamentos de líquens arborescentes. |
Formações herbáceas |
As formações herbáceas são encontradas principalmente na faixa das praias e ante-dunas, em locais que são atingidos pelas marés mais altas. Nessas zonas mais próximas ao mar predominam espécies herbáceas (rizomatosas, cespitosas e reptantes), em alguns casos com pequenos arbustos e árvores, que ocorrem tanto de forma isolada e pouco expressiva, |
como formando agrupamentos mais densos, com variações nas suas respectivas fisionomias, composições e graus de cobertura.
A distinção entre o que freqüentemente é denominado de comunidades halófitas (como o pinheirinho – da família Cyperaceae) e comunidades psamófitas (como a salsa-da-praia - Convolvulaceae |
e o guajiru - Chrysobalanaceae) é imprecisa, não só estrutural como floristicamente, sendo estas muitas vezes tratadas em conjunto, conforme pode ser visto em THOMAZ & MONTEIRO (1992). As pressões no sentido de ocupação e urbanização da praia já suprimiram muitas áreas representativas destas formações em vários pontos de Pipa. |
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