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Aquarela do Brasil

Côco Fresco

Pousada Rivas
 
 
HISTÓRIA
O Povoado  
O povoado de Pipa, fundado a cerca de 200 anos, deve seu nome à pedra localizada no ponto extremo da praia dos Afogados que, vista do mar pelos antigos exploradores, exibia um formato de pipa (barril de carvalho usado para armazenamento de vinhos e outras bebidas). Até o início dos anos 80, Pipa era uma pacata comunidade de pescadores do litoral do Rio Grande do Norte, de acesso difícil, muito diferente da Pipa de noites agitadas e ruas repletas de visitantes que conhecemos hoje.

O crescimento do povoado desenvolveu-se dentro de uma produtividade econômica voltada para a agricultura, a pecuária e, principalmente, a pesca.
A Cara de Pipa
O jeito simples de vilarejo foi conservado, mas Pipa sofreu significativas transformações. Ganhou áreas de camping, inúmeras pousadas, hóteis, resorts e galerias de lojas finas, com iluminação digna de shopping centers.

A pequena rua principal assemelha-se, à noite, a uma praça de alimentação rústica com diversos bares e restaurantes, muitos construídos de madeira crua e decorados com criatividade, apresentando uma grande variedade gastronômica

Enfim, Pipa transformou-se hoje no destino perfeito. Uma vez em Pipa, é difícil despedir-se dela.
Invasão Holandesa e Massacre de Cunhaú
Em sua primeira tentativa, narra Câmara Cascudo: “A 21 de dezembro de 1631, partiram do Recife quatorze navios, com dez companhias de soldados veteranos. Dois conselheiros da Companhia assumiram a direção suprema, Servaes Carpenter e Van Der Haghen. As tropas eram comandadas pelo tenente-coronel Hartman Godefrid Van Steyn-Gallefels.” Após tentativas fracassadas de conquistar a capitania, em 12 de dezembro de 1633, caía a fortaleza dos Reis Magos e começava, a partir daí, o domínio holandês no Rio Grande do Norte. Durante a época da colonização, ao que tudo indica, a enseada de Pipa foi usada pelos navegantes Franceses, Holandeses
e Portugueses como fundeadouro e estaleir de reparo de embarcações à vela, devido provavelmente ao fato de ter sua baía protegida de ventos e correntezas por um braço de terra na tentativa de recuperar a capitania, os Portugueses travaram diversos conflitos com os Holandeses. A cerca de 20km do povoado de Pipa, aconteceu o famoso massacre de Cunhaú, onde os holandeses mataram sessenta e nove pessoas dentro de uma capela provocando revolta entre os Portugueses. Em outubro de 1645, o capitão João Barbosa Pinto chegara à região, matando os holandeses com fúria selvagem. Depois da expulsão dos holandeses, em 1645, a capela em ruínas fora novamente reconstruída.
Índios Potiguares

Fragmentos de cerâmica encontrados em regiões do município indicam a presença de uma comunidade de índios Potiguares nos arredores de Pipa há muito tempo, quando os índios dominavam a maior parte do litoral do RN.



Durante o período de colonização, a região fora invadida principalmente por Holandeses que, aliados aos índios, buscavam a conquista da capitania do Rio Grande.

A captura desta capitania significava acima de tudo a solução para o abastecimento de carne bovina para os batavos.

Música  
Por volta de 1919, conta-se que passou pelo povoado de Pipa, então uma pequena vila de pescadores, uma embarcação Espanhola rumo ao Pará. Contaminada pela então mortífera febre-espanhola, a tripulação da náu contaminava pessoas por onde aportava causando morte entre os que contraíam a doença.

A esposa de um dos pescadores, devota de São Sebastião, fez a promessa de construir uma igreja em homenagem ao santo se obtivesse a graça de livrar a comunidade de Pipa da doença. Seu pedido lhe fora concedido e nenhum morador sucumbira mais a tal febre.


Cumprindo-se a promessa, foi construída uma igreja em homenagem a São Sebastião, quetornou-se então o padroeiro do povoado de Pipa. Tempos depois, foram feitas duas imagens do santo, colocadas uma sobre o altar da igreja, e a outra fora cravada em uma pedra na praia de Pipa simbolizando a benção e proteção de São Sebastião aos barcos dos pescadores que saíam a cada madrugada com seus candeeiros acesos rumo ao mar de Pipa.

Até hoje as celebrações do dia de São Sebastião são motivo de três dias de muita festa na comunidade, todo mês de janeiro.

Década de 70
Pipa só começaria a se transformar no que é hoje à partir do final da década de 1970, influenciada principalmente pelos amantes do Surf que desbravaram a praia em busca de novos picos. Naquela época, as pessoas tinham receio de atravessar as densas florestas virgens que separavam Pipa de Tibau do Sul. Ainda não existiam as atuais estradas asfaltadas e todo o trajeto até as ondas de até oito pés tinha que ser feito a pé. Coisa de surfista!

A fama de Pipa como a praia dos surfistas só fez aumentar desde então, trazendo visitantes dos estados vizinhos e do nordeste que buscavam a praia em busca das ondas. Atualmente, Pipa é reconhecida nacional e internacionalmente como uma das mais belas praias do Nordeste brasileiro atraindo pessoas de todos os cantos do Brasil e do exterior.
 
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